Da tua voz
o corpo
o tempo já vencido
os dedos que me
vogam
nos cabelos
e os lábios que me
roçam pela boca
nesta mansa tontura
em nunca tê-los…
Meu amor
que quartos na memória
não ocupamos nós
se não partimos…
Mas porque assim te
invento
e já te troco as horas
vou passando dos teus
braços
que não sei
para o vácuo em que
me
deixas
se demoras
nesta mansa certeza que
não vens.

