ABRACE, ABRACE, ABRACE...
Estudo americano aponta que abraço faz bem para o coração feminino
Um estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, publicado no Psychosomatic Medicine, concluiu que o ato de abraçar pode diminuir o risco de doenças do coração, principalmente nas mulheres. O trabalho envolveu 38 casais e apontou que abraços elevam os níveis do hormônio oxitocina e reduzem a pressão sangüínea, o que leva a proteger contra futuras doenças cardiovasculares.
Durante o estudo, os homens e as mulheres permaneceram em salas separadas para a medição de pressão e dos níveis de oxitocina e de cortisol, o hormônio do estresse. Os pesquisadores disseram que as mulheres tiveram uma redução mais acentuada da pressão do sangue do que os homens, depois de serem abraçadas.
O hormônio Oxitocina (ou Ocitocina) é produzido pela hipófise posterior e tem a função de promover as contrações uterinas durante o parto e a ejeção do leite durante a amamentação. Além disso, bloqueia os hormônios que produzem o estresse e estimula a geração da confiança. Alguns estudos apontam também que esse é um importante hormônio ligado à fidelidade.
O Dr. Harold Voth, psiquiatra da Universidade de Kansas, disse que "o abraço é o melhor tratamento para a depressão”. Objetivamente, ele faz com que o sistema imunológico do organismo seja ativado. Abraçar ativa as energias. No lar, um abraço todos os dias reforça os relacionamentos e pode reduzir significativamente os atritos.
E pensar que tem gente que não gosta de um abraço, por vergonha, medo, mau humor, sei lá. Sei de gente que não se abraça, porque foi criada assim. Pais que não beijam seus filhos para manter distância. Acham que é sinal de respeito, coisa que não se discute, acata-se e pronto. Quem tem hoje mais de 40 anos, com certeza viveu ou vive algo parecido.
Se tem pai que não beija filho, tem muito filho que não beija o pai ou a mãe. Por vergonha de ser chamado de careta pelo amigo da escola. Coitado! Vergonha vai sentir quando os anos passarem e a maturidade chegar. Só ela para mudar conceitos e atitudes. E quando ela chega e nos faz sentir saudade dos abraços e beijos não dados, ah, isso dói pra caramba. Como um soco no estômago.
Mas vai saber onde as pessoas estão colocando a ternura, a doçura, o afeto... Tem muita gente enclausurando sentimentos por aí, sem entender que é de amor que mais estamos precisando nesses tempos em que vivemos.
Que a troca de afeto faz bem, ninguém duvida. Não só para a saúde, mas para a alma. Para o nosso crescimento como ser humano, para uma boa convivência da humanidade. Então, abrace! É bom. Não custa nada e exige pouco esforço. É saudável para quem dá e quem recebe. Pense nisso! Experimente abraçar mais.
E vem cá, me diga: existe algo mais delicioso do que um abraço apertado, um beijo bem dado? Uma troca de carinho é sublime. Seja entre namorados, pais, padrinhos, filhos, amigos... A palavra-chave é demonstração. Precisamos ser menos reticentes, demonstrar mais nossos sentimentos, deixa-los emergir à superfície sem medo. Há quanto tempo você não dá um abraço?
Então, mude. Quando seu marido for para o trabalho, dê-lhe um abraço caloroso e diga, do fundo do coração: “Que você tenha um excelente dia!”. E você, marido, faça o mesmo com sua companheira. E filhos, e mães, e pais, e sobrinhos, e amores...
E por falar em amores, se o abraço for daqueles bem apertados, com toque de fusão de pele com pele, ah, o mundo pode acabar nesse momento. Porque não há entrega mais completa, não há troca de energia mais intensa, do que grudar coração com coração.
Autoria: Isabel Machado